Itabela - Na noite desta quinta - feira (03) de março de 2011 a policia civil de Eunápolis conduziu à delegacia de Itabela o empresário Jocimar Tadel Bergamine de 47 anos, proprietário da empresa Madeireira & Caixotaria JG, localizada na Avenida Guaratinga. Além do empresário foi aprendido dois caminhões carregados de eucalipto, uma mercedes bens de cor vermelha placa GKU 7264 Porto Seguro - BA e um outro caminhão vermelho de placa MTQ 3330 Serra – ES ambos carregados de eucalipto.
A policia que investiga uma denúncia da Veracel Celose informando o furto de madeira na região, apreendeu dois caminhões transportando eucalipto com as suspeita de que a madeira era de origem ilegal. As apreensões ocorram entre o distrito de Monte Pascoal e Itabela por volta das 17h. Já o proprietário foi detido no escritório da empresa Madeireira & Caixotaria JG.
Jocimar apresentou ao Delegado Dr. Fábio da Silva Lago um contrato de compra e venda entre a Madeireira & Caixotaria JG e o proprietário da fazenda Curubá I, localizada no município de Porto Seguro a 30 km da BR 101. O Sr José Nivaldo Pianizoli apresentou as notas fiscais de nº. 000256 e 000257, comprovando a origem e a legalidade da madeira.
O dono da fazenda Curubá I no córrego da capoeira o Sr. José Pianizoli nos contou que possuí um contrato com a Veracel de fomento que lhe dá o direito da extração de 3% da produção sem a necessidade da autorização da empresa Veracel Celulose. O produtor recebeu com surpresa à apreensão da madeira, porque toda a atividade de plantio, e extração, na fazenda respeitam as normas de responsabilidade ambiental e com consentimento da Veracel Celulose.
Os caminhões e o empresário foram liberados uma hora após a condução. Segundo o delegado os documentos apresentados deixam clara a procedência legal da madeira, não havendo assim motivos para autuação criminal do Sr. Jocimar.
Jocimar estava emocionado se sentindo constrangido pelo que passou perante seus os funcionários e familiares. Contou-nos que trabalha no ramo do madeireiro desde jovem “Aprendi com meus pais trabalhar com honestidade e nunca passei por uma situação como esta, sempre trabalhei corretamente, gero mais de 45 empregos, pago meus impostos e fui conduzido para a delegacia como um ladrão de madeira por causa de uma denúncia caluniosa” .
Trajetória da Veracel Celulose
A Veracel é fruto da parceria de duas líderes internacionais no setor de celulose e papel, A unidade entrou em operação no segundo semestre de 2005 produzindo uma fibra de celulose certificada. E uma das grandes multinacionais estabelecida no Brasil, com capacidade anual de 900 mil toneladas de celulose.
A Veracel que vem sendo alvo de irregularidades no ano de 2005 chegou a ser condenada pala Justiça Federal de Eunápolis, na Bahia, a pagar 20 milhões de reais por danos ambientais causados pela plantação de eucalipto em área de remanescente de Mata Atlântica, no extremo Sul da Bahia. O pedido foi encaminhado pelo Ministério Público Federal para recomposição de danos causados ao meio ambiente, entre outros.
O MPF foi notificado da decisão, em maio de 2008, apenas no dia 3 de julho. A empresa recorreu da decisão. A antiga Veracruz Florestal foi também condenada a retirar a floresta de eucalipto nos municípios de Santa Cruz Cabrália, Belmonte, Eunápolis e Porto Seguro, todos na Bahia, e recompor a área com vegetação nativa de Mata Atlântica, no prazo de três meses a um ano. A indústria ficou sujeita à multa diária de dez mil reais em caso de descumprimento da decisão.
O MPF, também declarou nulas as resoluções do CEPRAM que autorizaram a monocultura, além de determinar que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) conduza o processo de licenciamento do empreendimento e exigiu que a Veracel Celulose apresentasse o respectivo EIA/Rima. A ação civil pública foi proposta em 1993 pelo MPF contra a Veracruz.
O Ibama e o Centro de Recursos Ambientais da Bahia (CRA) com base em denúncias da Fundação SOS Mata Atlântica e Greenpeace Brasil. Nesse mesmo ano, o MPF obteve uma liminar na Justiça que determinou a imediata paralisação de qualquer atividade da Veracruz no sul da Bahia. No entanto, decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubou a liminar, o que permitiu a atuação da Veracel nos últimos 15 anos.