Salvador - O cardiologista José Ricardo Campos de Souza é acusado de mandar matar o pai, Isnard Costa de Souza, 73 anos, em novembro de 2010, no Corredor da Vitória em salvador.
José Ricardo teve a prisão preventiva decretada nesta quarta-feira (16) pelo Ministério Público estadual.
O idoso foi assassinado com duas pancadas na cabeça desferidas pelo pintor Luciano Bonfim Alves, mas, segundo investigação do promotor Davi Gallo, o crime foi "exaustivamente planejado" pelo filho da vítima, que esperava receber o seguro de vida do pai. Segundo a investigação, José Ricardo contratou Luciano por R$ 3 mil. Para assassinar o pai.
Luciano foi preso em flagrante em dezembro do ano passado acusado de matar o italiano Gregório Boletrieri na Barra.
Interrogado pelo MP, Luciano acabou confessando ter assassinado Isnard no Corredor da Vitória, alegando que cometeu o crime para roubar dinheiro da casa do idoso - ele levou R$ 1.500 reais. E em um segundo interrogatório, Luciano assumiu que recebeu dinheiro do filho da vítima para assassinar o idoso.
Segundo Luciano, ele se envolveu sexualmente com o médico, que lhe pagou R$ 100,00 pelo programa e depois o medico resolveu contratá-lo para matar o pai.
O pintor e o medico teriam se conhecido quando Luciano prestou serviços como pintor na casa de Isnard. O médico disse a Luciano que Isnard tinha um seguro de vida alto, de mais de R$ 1milhão, que seria dividido entre os herdeiros. Ele prometeu uma parte para Luciano.
O assassino disse em depoimento ao promotor que recebeu um telefonema de José Ricardo no dia 20 de novembro dizendo que o idoso estava sozinho em casa. Isnard havia viajado para Feira de Santana, mas José Ricardo ligou pra o pai pedindo para que ele voltasse para Salvador.
Assim que chegou a casa, o idoso foi atacado por Luciano, que o matou com dois golpes na cabeça usando um pedaço de madeira. No dia do crime, José Ricardo estava de plantão em um hospital.
O próprio José Ricardo foi quem encontrou o corpo do pai no dia seguinte ao homicídio, ele chegou a denunciar o crime a policia como se fosse um assalto seguido de morte.