Janot pede arquivamento de investigação contra Aécio na Lava Jato, diz jornal.

redação - 07/03/2015 - 07:09


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou o arquivamento do pedido de investigação contra o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB e candidato à Presidência da República no ano passado, no âmbito da Operação Lava Jato. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o jornal, os procuradores responsáveis pelo caso teriam solicitado que a Procuradoria-Geral da República pedisse ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito contra Aécio, mas Janot contrariou os colegas. Como o despacho não está sob sigilo, já  é possível saber quais eram as considerações dos procuradores, a argumentação de Janot ou mesmo a menção feita sobre Aécio Neves.

Mas, segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o nome de Aécio foi citado pelo doleiro Alberto Youssef, que fez acordo de delação premiada. De acordo com o depoimento, o tucano teria recebido propina, na época em que era deputado federal, proveniente da Usina Hidrelétrica de Furnas e por meio de sua própria irmã.

Apesar das informações, Aécio Neves declarou que a notícia é, para ele, uma homenagem. "Recebo como uma homenagem o arquivamento. Foram infrutíferas as tentativas do governo de envolver a oposição na investigação", acusou.

Na noite de terça-feira 3 a PGR protocolou no STF a lista com pedidos de abertura de inquérito da Lava Jato, a fim de investigar pessoas suspeitas de envolvimento no caso de corrupção da Petrobras. Constam, no total, 54 nomes de investigados, 28 pedidos de abertura de inquérito e sete pedidos de arquivamento.

De acordo com a Folha, além de Aécio, o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) está na lista dos políticos que aparecem com pedidos de arquivamento.

Na lista dos 54 investigados estariam, segundo o jornal, a senadora e ex-ministra-chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR); seu marido e ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT); o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

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