IBGE aponta queda de 12,4% na produção industrial na Bahia em comparação a 2014.

Redação - 11/03/2015 - 08:22


Entre janeiro de 2014 e janeiro deste ano, a produção industrial baiana apresentou queda de 12,4%, segunda maior entre os quatorze estados que participam da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional (PIMPF-R), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge).

Cinco dos onze segmentos industriais da Bahia apresentaram resultados positivos: Veículos Automotores (145,2%, principal contribuição positiva sobre o total da indústria, influenciada não só pela maior fabricação de automóveis, mas pela base de comparação deprimida, uma vez que o setor recuou 61,4% em janeiro de 2014), Celulose e Papel (16,5%), Couro e Calçados (9,3%, maior produção de tênis de material sintético), Alimentos (4,6%, aumento na produção de tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, óleo de soja refinado e bruto) e Borracha e Plástico (1,4%).

Na contramão, o segmento de Refino de Petróleo e Biocombustíveis sofreu retração de -50,7%, influenciado pela redução na fabricação dos itens óleo diesel, óleos combustíveis, naftas para petroquímica, gasolina automotiva e gás liquefeito de petróleo (GLP). O ritmo da produção industrial baiana é puxado para baixo também pelos segmentos de Equipamentos de Informática (-75,7%), Metalurgia (-21,6%, por causa da menor produção de barras, perfis e vergalhões e ligas de cobre), Bebidas (-17%, devido à menor produção de cervejas, chope e refrigerantes), Minerais não Metálicos (-13,5%, elementos pré-fabricados para construção civil de cimento ou concreto e massa de concreto) e Produtos Químicos (-2,4%, após redução na produção de policloreto de vinila (PVC), amoníaco, butadieno não saturado e ureia).

 A Superintendência de Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (SDI/Fieb) observa o cenário como reflexo de uma conjuntura doméstica de retração e de um mercado internacional ainda debilitado. A análise do setor conclui que não há elementos para uma recuperação expressiva da indústria nacional. A estimativa de mercado é queda da atividade industrial de 1,38%, conforme relatório do Banco Central, com recuperação em 2016.

Fonte/Bahia Noticia

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