Itabela - Uma grávida de oito meses morreu na tarde desta terça -feira (22) após uma espera agonizante de oito dias indo e voltando ao Hospital Frei Ricardo em Itabela, necessitando de uma transferência para um hospital onde possua UTI neonatal e recursos para uma paciente com uma pré – eclâmpsia.
A morte de Ana Paula grávida de 8 meses, com apenas 20 anos de idade moradora da Rua Valdomiro Passos no Bairro Ouro Verde causou revolta nos moradores, que realizaram uma manifestação na manhã desta quinta feira (24). os moradores saíram pelas ruas com cartazes, grávidas com as barrigas e pintadas e os moradores com os rostos pintados com os dizeres, “ Queremos justiça”, queimaram pneus e estiveram em frente ao Hospital Frei Ricardo, a Prefeitura Municipal e se concentraram em frente a câmara de vereadores.
A jovem Kaliana Souza nos contou que acompanhou o sofrimento da amiga Ana Paula e disse que se estivessem conseguido a transferência hospitalar pelo menos para Eunápolis, nada disso teria acontecido, com a Bíblia em suas mãos e chorando muito, ela pedia que a justiça seja feita, culpou ainda o prefeito pela calamidade pública na saúde de Itabela.
O pai da vítima o senhor Valdecir Teixeira de 50 anos de idade conversou com a nossa equipe de reportagem, segundo o pai o Hospital teve culpa no caso devido à demora da transferência hospitalar, nos disse ainda que assistir 8 dias o sofrimento de sua filha, sem conseguir ser transferida o deixou muito revoltado. “Na terça a minha filha me pediu que queria ir embora dormir na cama dela, eu atendi o último pedido de minha filha assinei um documento e a trouxe para casa, ela piorou as 10:00h de terça feira levamos novamente para o Hospital Frei Ricardo foi transferida para o Hospital em Eunápolis mas morreu logo que chegou ao hospital” afirma o Senhor Valdecir Teixeira.
Revoltado um irmão da vítima ao saber da morte de sua irmã Claudecir Miranda Teixeira 28 anos, deslocou se até o Hospital Frei Ricardo em Itabela. Transtornado com a perda de sua irmã discutiu com funcionários do hospital que chamaram a polícia, Claudecir acabou preso pela policia militar só foi liberado no dia seguinte. “Não bati em ninguém, não quebrei nada de ninguém, eu fui vitima de abuso de poder, os policiais chegaram disparar um tiro contra mim, foi espancado, foi preso e se quer foi ouvido pela policia, minha irmã morreu a míngua, fui até o hospital para ter notícias, mandaram foi mim prender” . desabafou Claudecir.
Nossa equipe reportagem esteve no Hospital Frei Ricardo nesta quinta (24), mas ninguém quis falar sobre o assunto, o secretario de saúde Luiz Resende conversou por telefone com nossa equipe e marcou uma entrevista ainda esta semana.