Itabela - Um relatório de órgãos fiscalizadores aponta uma série de irregularidades na administração do ex-prefeito Osvaldo Gomes Caribé sobre um convênio firmado entre o município e o Ministério das Cidades através do SEDUR, para a construção de casas que visavam atender famílias carentes e melhorar as condições de moradia dessas pessoas. Para executar a obra a Prefeitura recebeu mais de R$ 900.000,00, repassados em três parcelas em datas diferentes pelo Governo Federal e foi contratada a empresa ABR- Construtora.
Financiado pelo Banco Economiza S.A., o projeto para a construção de 60 casas populares destinadas no Município de Itabela teve apenas 10% de suas obras executadas. Mais 60% das casas ficaram inacabadas e o restante não saiu do papel e o dinheiro sumiu e esse desvio já foi denunciado pelo Ministério Público Federal.
Os problemas vão desde concessão de benefícios para pessoas que não estavam nos cadastros da Prefeitura até a não construção dos imóveis. Merece atenção das autoridades a situação das donas de casa, Almezina Clarindo de Souza de 74 anos e Celia Moreau Canuto, de 50 anos, ambas moradoras na Rua Floriano Peixoto, em Monte Pascoal, Distrito de Itabela. Elas foram inscritas no cadastro feito pela prefeitura, através da equipe de Ação Social, A Secretária de Assistência Social e primeira-dama da época, a Sra. Sueli Bhey Caribé, no Governo do então Prefeito Osvaldo Gomes Caribé, que tinha como Vice- Prefeito o empresário Adilton Eugênio do partido dos trabalhadores.
A proposta do gestor seria a construção de 60 casas, sendo cinco em Monte Pascoal, seis em São João do Monte (Montinho) e quarenta e nove na sede do Município. Como essas casas não foram construídas as senhoras a exemplo de outras, querem ser ouvidas pelo Ministério Publico Federal e pela Polícia Federal. Elas alegam que além de serem vítimas de uma suposta quadrilha que fez o desvio de dinheiro destinado às moradias que seriam suas, ainda foram induzidas a assinar um relatório atestando que as casas estavam construídas. Devido a pouca leitura elas assinaram o documento sem saber o que tinha assinado.
Tudo começou quando o ex-prefeito, Osvaldo Gomes Caribé (PMDB) depois de uma aliança com o PT, que terminou tendo como vice-prefeito, Adilton Eugenio, do partido dos trabalhadores, recebeu um grande apoio na época do então Ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima do mesmo partido do ex-gestor, que entre as atribuições ao município, a liberação de 60 casas do programa Minha Casa Minha Vida, uma Creche Pró-infância no Bairro Pereirão, uma academia de saúde no bairro Ouro Verde, e mais duas Creches Escolas, uma no distrito de Monte Pascoal e outra no Ouro Verde, as recursos vieram mais as obras não foram construídas.
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Ainda no segundo semestre do ano de 2009, o ex-prefeito Osvaldo Gomes Caribé (PMDB), anunciou que promoveria, junto com o Estado e a Federação, o inicio de mais duas grandes obras, uma quadra poliesportiva no colégio Arquimedes e 120 banheiros e sanitários. Recursos do mesmo programa, que não saiu do papel. As conclusões da auditoria são de que as falhas só foram possíveis porque havia a falta de transparência e de procedimentos internos precisos, dentro da Prefeitura, que facilitaram essas irregularidades.
Os detalhes sobre essa lista de irregularidades constam em um relatório de auditoria obtido pela Redação do Giro de Noticias, produzido por uma equipe de funcionários, de órgão fiscalizador do Estado e da federação.
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No relatório feito sobre as 60 casas, conta que pelo menos 80% das casas não foram construídas e algumas nem iniciadas. De acordo com as famílias procuradas pela reportagem, elas assinaram documentos a pedido de uma comissão da Secretaria de Assistência Social da prefeitura de Itabela, atestando que estas casas estavam concluídas. Com o indício de golpe, a os órgãos de fiscalização determinaram a abertura de sindicância contra funcionários e órgão evolvidos, a exemplo do Banco Economiza, suspeitos de participar dos desvios.
As irregularidades mais importantes referem-se à indicação de pessoas que não estavam nos cadastros da Prefeitura de Itabela para unidades do Minha Casa Minha Vida. Segundo o relatório, ao menos 48 unidades entregues as pessoas que deveriam vir de moradias em áreas de risco - de um total de 60 imóveis – parte delas foram repassadas a beneficiários que não constavam nos sistemas.
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A Secretaria de Assistencia Sósia na época sob o comando da senhora Sueli Bhey Caribé, esposa do ex-prefeito na gestão de 2008 a 2012, afirmou em relatório que as residência haviam sido concluídas, o que não aconteceu, das 60 casas apena 5 em São Joao do Monte “Montinho” foi terminada, das 55 restante, algumas nem iniciou-se. Outras nem consta nos endereço obtido pela redação do Site Giro de Noticias. Os prejuízos aos cofres públicos, pode chegar ha mais de cinco milhões.