Salvador- Desde as 4h da manhã desta sexta-feira, 25 de março, as Polícias Militar e Civil estão realizando uma mega operação nas regiões do Nordeste de Amaralina, Santa Cruz e Vale das Pedrinhas. A ação visa desarticular as quadrilhas que comandam o tráfico de drogas na região.
A operação está utilizando quase 900 homens das duas polícias - incluindo as forças especiais como a Tropa de Choque e o Esquadrão Águia -, dezenas de viaturas e o helicóptero do Grupamento Aéreo (GRAER). Trinta mandados de prisão e busca e apreensão de drogas, armas e veículos estão sendo cumpridos. Segundo o comando da operação, 32 pontos foram mapeados pela inteligência e abordados simultaneamente.
As primeiras informações dão conta de que o chefe do tráfico na região, o traficante Luiz Fernando Anunciação da Cruz, o "Camisinha", foi baleado quando reagiu à prisão e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE). Há rumores de que ele tenha morrido, mas a polícia ainda não confirmou. Outros três homens ainda não identificados também estão internados no HGE, após troca de tiros com a polícia.
Entre 2007 e 2010, o número de homicídios em Salvador e na região metropolitana aumentou 32,8%, sendo que a partir de 2009 ficou praticamente estável. De acordo com o governo baiano, 80% das mortes registradas estão ligadas ao tráfico de drogas.
O projeto de implementar as UPPs em Salvador foi colocado em prática neste ano porque o governo do petista Jaques Wagner não conseguiu reduzir significativamente o número de homicídios e o avanço do tráfico de drogas na Bahia.
A primeira base comunitária deve ser construída no bairro do Calabar até o final de abril. O Ministério da Justiça financiou o treinamento de 150 policiais militares que trabalharão na base.
A segunda UPP baiana deve ser construída no Nordeste de Amaralina. Segundo o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, "o projeto é quebrar a espinha dorsal econômica do tráfico".
O delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge Paixão, "o combate ao tráfico de drogas será incessante em todo o Estado". A operação prendeu resultou em 3 mortos e 27 prisões, além da apreensão de drogas, armas.