Itabela - A família da aposentada Hermínia dos santos bisa avô de 60 anos de idade procurou a equipe de reportagem do site giro de noticia na manhã desta terça - feira (5), para denunciar que a sua bisneta foi morta. Segundo ela, por demora no atendimento médico.
Dona Hermínia reclama a demora na transferência da gestante, que durante dez dias foi nove vozes ao hospital, com os mesmos sintomas: dores na barriga. Domingo (3) por volta das 11 horas as dores aumentaram, Marineia foi levada para o Hospital Frei Ricardo, deu entrada as 12:30h e foi transferida as 13:30h para o Hospital Regional de Eunápolis,segundo a bisavó a criança nasceu de parto normal as 23:00 do domingo (3) e faleceu na manhã do dia seguinte.
De acordo com o avô, sogro de Marineia o Sr. Manoel Amorim a sua nora de apenas 15 anos de idade estava com nove meses e três semanas de gestação, começou a sentir as dores a 10 dias atrás, foi levada pelo menos 9 vezes ao Hospital Frei Ricardo, todas as vezes foi atendida e liberada pelos médicos que diziam ,que a criança não estava na hora de nascer, Marinéia sentia fortes dores na barriga chegando a ser medicada, por infecção urinária afirmou o avô.
O pai da recém - nascida (Ana Julia) Manoel Messias Estevam de 20 anos, estava inconformado no velório da filha, o tempo todo relembrava os 10 dias de sofrimento de sua esposa, ele acusa o Hospital Frei Ricardo de não ter encaminhado Marineia sua esposa na primeira vez, que ela esteve no hospital sentindo dores, “talvez assim a minha filha não estivesse morrido”, Manoel nos contou que ouviu de um médico em Eunápolis que Ana Julia passou da hora de nascer.
A mãe Marineia Hermínia dos Santos de 15 anos, casada há dois anos grávida do primeiro filho, residente na Rua Bela Vista no Bairro Ouro Verde.Nos contou que sofreu muito antes do parto, ela afirma que não tinha condições de ter a criança de parto normal, “ Todas as vezes que eu procurei o hospital em Itabela nos últimos dias, os médicos mandaram que eu voltassem para casa que a criança não estava na hora de nascer”.
Vale ressaltar que Marineia apos o parto recebeu auta do Hospital Regional de Eunápolis um dia depois, muito abatida, pálida com as pernas inchada e sentindo dores nas costa e na barriga.
A família chamou o médico Dr. Marco Antônio que atende no ESF do bairro Ouro Verde, que deslocou se ate a residência da família conversou com a mãe, e encaminhou a mesma para o Hospital Frei Ricardo, onde ficou internada com um princípio de hemorragia.
O corpo da pequena Ana Julia foi velado na residência da família localizada na Rua Bela vista no Bairro Ouro Verde, o sepultamento ocorreu às 16 h desta terça (5) no cemitério local.
Cresce o numero de famílias que fazem acusações ao Sistema Único de Saúde atribuindo as mortes de seus parentes à demora e muitas vezes a falta de transferência hospitalar, no dia 22/03/2011 morreu Ana Paula grávida de 8 meses, O que causou revolta nos moradores, que realizaram uma manifestação na cidade ,no dia 30 do mesmo mês o pedreiro Ilclaudson Santana de 31 anos morador da Rua Dr. Talma Sampaio, Bairro Centro, morreu após quatro horas e meia sem ser transferido. No dia 01/02/2011 Maria Eunice de Jesus de 18 anos, residente na Rua Pataxós, Bairro Bandeirantes, grávida do seu primeiro filho, com a suspeita risco de pré-eclâmpsia esperou por mais de 15 horas a transferência (a criança não sobreviveu), no mesmo dia Mariza Alves Silva de 39 anos, moradora da Fazenda Águas Claras, zona rural do município de Itabela, em uma situação ainda mais grave uma gestação de risco para o bebê de um nascimento de 27 semanas, também esperou por 15 horas por uma transferência ( a criança não sobreviveu). Outro descaso da Saúde Pública foi o caso da Senhora Maria Pereira Alves de 71 anos, que esperou 14 horas por uma transferência, morrendo de pancreatite aguda no Hospital Frei Ricardo sem conseguir a transferência hospitalar.