Polícia tenta concluir perfil de atirador que matou 12 no Rio

Fonte Folha On line - 08/04/2011 - 10:33


Rio de Janeiro - O perfil de Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, que ontem atirou e causou a morte de 12 alunos no Rio, ainda é um desconhecido para as autoridades. As investigações sobre o jovem devem ser intensificadas nesta sexta-feira. Parentes, amigos e vizinhos de Wellington prestaram depoimentos, além de funcionários e estudantes da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste), onde ocorreu o massacre.

Morreram dez meninas e dois meninos. Outras 12 pessoas ficaram feridas, 3 em estado grave, o atirador foi baleado pela polícia e cometeu suicídio.

Os corpos de ao menos oito vítimas serão enterrados hoje. Por determinação da presidenta Dilma Rousseff, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Educação, Fernando Haddad, além da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, devem comparecer às cerimônias.

Investigações preliminares indicam que Wellington apresentava um comportamento estranho nos últimos meses, desde que a mãe adotiva morreu, no ano passado, o pai já havia morrido e de acordo com os relatos, o atirador era introvertido e gostava de passar longas horas em frente ao computador, navegando na internet.

Filho de mãe com problemas mentais que tentou o suicídio, Wellington era o caçula de cinco filhos e foi adotado ainda criança. Tímido e retraído, segundo vizinhos, ele fazia poucas referências sobre a vida pessoal. Um dos relatos de conhecidos aponta que  ele mudou a aparência nos últimos meses, passando a usar basicamente roupas pretas.

Em uma carta deixada por Wellington demonstra ter premeditado o crime, pois faz recomendações sobre como quer ser enterrado e o que deve ser feito com uma casa que deixou em Sepetiba, na zona oeste do Rio. Também pede perdão a Deus pelo ato que cometeu, dando a entender que havia planejado detalhes da ação.

Na quinta (7), após o massacre na escola, policiais encontraram a casa de Wellington, em Sepetiba, revirada, com o computador e eletrodomésticos queimados. Para alguns policiais, o próprio atirador destruiu possíveis provas ou indícios que pudessem colaborar nas investigações.

Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, Larissa Silva Martins, Mariana Rocha de Souza e Milene Santos Nascimento serão as primeiras a serem enterradas, no cemitério do Murundu, às 11h, e Larissa Santos Atanásio, no mesmo horário, mas no cemitério Jardim da Saudade.

Karine Lorrayne Chagas de Oliveira e Rafael Pereira da Silva serão enterrados às 12h, no Cemitério Jardim da Saudade. Às 14h, será enterrada Bianca Rocha, no cemitério do Murundu, e Géssica Guedes Pereira, no cemitério Ricardo de Albuquerque, às 15h.

A tragédia ocorreu por volta das 8:30 de ontem, quando Wellington entrou na escola municipal, onde cursou o ensino fundamental, e disse que buscaria seu histórico escolar. Depois, disse que daria uma palestra e, já em uma sala de aula, começa a atirar na direção dos alunos.

Relatos de sobreviventes afirmam que ele mirava na direção nas meninas. Uma das alunas contou aos policiais que, ao ouvir apelos para não atirar, Wellington mirava na direção delas, tendo como alvo a cabeça.

Os policiais informaram ainda que pelas análises preliminares há indicações de que Wellington treinou para executar o crime.

Durante o tiroteio, um garoto, ferido, conseguiu escapar e avisar a Polícia Militar. O policial militar Márcio Alexandre Alves relatou que o rapaz chegou a apontar a arma para ele quando estava na escada que dá acesso ao terceiro andar do prédio, onde alunos estavam trancados em salas de aula. O policial disse ter atirado no criminoso e pedido que ele largasse a arma. Em seguida, Wellington caiu no chão e se matou com um tiro na cabeça.

A motivação do crime será investigada. De acordo com a polícia, o atirador usou dois revólveres e tinha muita munição. Além de colete a prova de balas, usava cinturão com armamento. Em carta (leia íntegra aqui), o criminoso fala em "perdão de Deus" e diz que quer ser enterrado ao lado de sua mãe.

A escola atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos --da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação. São 999 alunos, sendo 400 no período da manhã.

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COMENTÁRIOS

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que corvadia nem posso acreditar isso e orrivio
lucia

Peço a Deus que Ele ajude a sonfortar as famílias das vítimas, a peço a Deus que essa nova geração de jovens busque mais ao senhor porque esse só é o inicio das dores!!
Daniel França.