Gabinete de Mário Negromonte no TCM foi alvo de buscas da Lava Jato

redação - 15/07/2015 - 09:33


Ex-ministro das Cidades e ex-deputado federal, o atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia, Mário Negromonte (PP), está entre alvos dos mandados de busca e apreensão da Operação Politeia, um desdobramento da Lava Jato.

O gabinete do político recebeu agentes da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (14), por volta das 6h30. A informação foi confirmada ao G1 pelo TCM. A casa do ex-ministro também foi alvo da operação. Em todo o estado, foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão. A Polícia Federal em Brasília, que centraliza a operação em todo o país, não divulgou os endereços dos outros mandados cumpridos na Bahia.

Procurada pelo G1, a assessoria de Mário Negromonte confirmou que autoridades do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal estiveram na residência do ex-ministro, a partir de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Por meio de nota, a assessoria disse que Mário Negromonte colaborou com os trabahos e que a operação ocorreu sem intercorrências.

Também por meio de nota, a assessoria afirmou que o conselheiro do TCM "reitera seu irrestrito intuito de colaborar com a investigação, inclusive com a entrega espontânea de todos os elementos considerados indispensáveis pelas autoridades, na medida em que tem a pela convicção de que é essa investigação que apontará para sua inocência relativamente aos fatos investigados", afirma.

O nome de Mário Negromonte integra a lista de investigados no esquema de corrupção da Petrobras revelado pela Operação Lava Jato. No dia 10 de março deste ano, após ter o nome citado nas irregularidades, o ex-deputado e ex-ministro informou que tem "a mais absoluta convicção de que as investigações apenas confirmarão a completa insubsistência dos indícios supostamente relacionados" a ele.

Ele também disse que está "à disposição das autoridades para cooperar nas investigações" e que nada deve "temer, já que jamais solicitou ou recebeu vantagens indevidas em qualquer cargo público que tenha ocupado e jamais contribuiu para qualquer prática ilícita, o que decerto restará confirmado ao final das apurações".

Segundo a PF, esta nova fase da Lava Jato foi batizada de Politeia porque no livro “A República”, o filósofo grego Platão descreve uma cidade perfeita, onde a ética prevalece sobre a corrupção.

Ao todo, a PF tem 53 mandados para cumprir, autorizados pelos ministros Teori Zavascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os mandados fazem parte de seis inquéritos do Supremo que investigam políticos dentro da Operação Lava Jato.

Segundo a Polícia Federal, o objetivo é evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados. As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.

Além da Bahia, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos estados de Alagoas, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal. Cerca de 250 policiais federais participam da ação em todo o país

Matéria G1/BA

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