
A ponte de acesso, que liga São João do Sul a outras localidades nas mediações da cabeceira do Sul, Farinha Lavada, Córrego do Tombo, Água Preta, Córrego do Norte, Roseira e Sombra, em Guiratinga, foi alvo de incêndio na madrugada de terça-feira, dia 08 de setembro.
Até o momento não foi identificado o causador dessa ação. Mas, a estrutura já foi alvo de várias reivindicações de moradores dessa área. A ponte era utilizada para passagem de pedestres e veículos de pequeno a grande portes. É possível perceber que a madeira já está corrompida pelo tempo, e o desabamento dessa passagem é quase previsível. No ano de 2014, outra ponte na região havia sido alvo de incêndio. Umas das reclamações dos moradores é a estrutura da referida ponte preste a desabar. O local ficou interditado até a construção de uma nova estrutura.
A cobrança dos moradores está na construção de uma ponte que não seja de madeira. Haja vista que a madeira colocada na estrutura não suporta o peso do fluxo de pessoas e veículos. Com a ponte queimada as dificuldades aumentam, “mais de 300 crianças são obrigadas a atravessar os riachos a pé, para ir à escola. O ônibus escolar leva os estudantes de Cabeceira do Sul até a ponte. Daí em diante o percurso é feito a pé” diz um morador.
Moradores de cidades a exemplo de Jucuruçu na Bahia e Santo Antônio do Jacinto (MG) que se deslocam, através dessa região, para fazer compras em Eunápolis, também estão sendo prejudicados. Alguns são obrigados a cruzar o rio levando a carga nas costas. Em outras regiões, os produtores são obrigados a dar uma volta de 12 quilômetros, por dentro de uma fazenda, para transportar a produção, o que dificulta ainda mais a vida deles.
Este é o quinto incêndio a pontes no Município de Guaratinga. A Polícia Civil está apurando os atentados em busca de punir os prováveis autores, até então ninguém foi identificado, os ataques são feitos nas caladas da noite por grupo de pessoas revoltadas com a politica do Governo Kenoel Viana.
Agora, com esse incêndio a deficiência da ponte aumentou, o risco torna-se maior. No local, foram colocados barreiras para evitar a passagem pelos moradores. Eles aguardam a manifestação do governo municipal.
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