Os postos de combustíveis de alguns municípios do sul e sudoeste da Bahia já estão sentido os reflexos da paralisação de trabalhadores da Petrobras que impediu a produção de cerca de 25% do petróleo extraído habitualmente pela companhia entre domingo a quarta terça-feira (04).
Na manhã desta quinta-feira (05/11), postos de Itabela e Eunápolis estão sem determinados combustíveis na cidade. No restante, o estoque deve terminar até o início da tarde, estimam os proprietários.
O Posto de Combustível Itabela, situado as margens da BR-101 saída para Itamaraju em Itabela, está sem gasolina e sem Óleo Diesel desde as primeiras horas da tarde de quarta-feira. A previsão que devem chegar hoje a tarde, mas os frentista alerta que as noticias não são animadoras. Pode faltar combustível definitivamente nos próximos dias se a greve prevalecer.
Na tarde de quarta-feira a Petrobras afirmou que estava avaliando os impactos das mobilizações dos sindicatos. "As equipes de contingência da empresa foram acionadas e estão operando em algumas unidades. Em alguns locais, estão ocorrendo bloqueios de acessos, cortes de rendição de turno e ocupação", disse a estatal.
Ainda segundo a petroleira, a companhia "está tomando todas as medidas necessárias para manter a produção e o abastecimento do mercado, garantindo a segurança dos trabalhadores e das instalações".
De acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SindipetroNF, afiliado à FUP), 43 unidades marítimas aderiram ao movimento. A última foi a P-38, no campo de Marlim Sul, na última terça-feira, o que pode agravar ainda mais a crise.
Outra situação que os moradores de Itabela e região devem ficar atentos, além da combustível podem faltar o Gás de cozinha. As donas de casa devem se prevenir para a situação. O desabastecimento de combustíveis e gás de cozinha deve afetar todo o Brasil nos próximos dias se a paralização continuar.
A greve foi iniciada na quinta-feira (29) por cinco sindicatos que compõem a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). No domingo (1), uniram-se ao movimento os sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), incluindo o da Bacia de Campos. “Começa a contar outra cota e mais prejuízo.”