Polícia cumpre reintegração de posse e retira sem-terra de áreas da Veracel.

Redação - 08/03/2016 - 16:44


Aproximadamente 300 famílias de sem-terra que estão acampadas desde  2012 numa área de terra pertencente a Veracel Celulose, em Eunápolis, estão sendo removidas do local na manhã de hoje (08/03) pela 7ª CIPM com apoio da CIPE-Mata Atlântica e do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar), em cumprimento de uma liminar de reintegração de posse. A decisão judicial foi concedida na última semana de março.

Segundo informações, a Justiça acatou o pedido de liminar requerido pelos advogados da empresa controladora da usina de celulose. A liminar para a reintegração de posse foi concedida, dentre outros, pela comprovação de titularidade destas propriedades, como é o caso das fazendas Mutum e Sitio Esperança, no município de Eunápolis.

As famílias de sem-terra estão acampadas no local desde 2012 e 2013. Movimentos sindicais reivindicam a transformação da área de quase  10 mil hectares em assentamento. A empresa alega que já teve acordo de liberação de outras áreas ocupadas pelo movimento e o acordo foi decidido pelo próprio movimento.

Diálogo com os movimentos sociais – no final de 2011, a Veracel deu início ao diálogo com representantes de seis movimentos sociais: Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag), o Movimento de Luta pela Terra (MLT), a Frente dos  Trabalhadores Livres, o Movimento de Resistência Camponesa (MRC) e a Associação dos Produtores Unidos Venceremos (Aprunve). Nesse processo, contamos com a mediação do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Relações Institucionais (Serin).

Ficou acordado que os movimentos sociais se comprometeram a deixar, espontaneamente, as áreas ocupadas a partir de julho de 2011, concentrando-se naquelas ocupadas até essa data, o que corresponde a dez mil hectares de terras de propriedade da Veracel Celulose.

Por outro lado, a Veracel não tomaria nenhuma iniciativa para buscar a reintegração de posse daquelas áreas. A proposta evoluirá para um projeto, coordenado por uma instituição de ensino e pesquisa, com suporte técnico e de gestão, para a implementação de assentamentos sustentáveis.

Conforme a decisão, a justiça desconhece a legitimidade do direito das famílias de reivindicarem a transformação da área em assentamento, o magistrado observa que o estado de direito democrático garante o direito a propriedade.

WhatsApp Giro de Notícias (73) 98118-9627
Adicione nosso número, envie-nos a sua sugestão, fotos ou vídeos.


Compartilhe:

COMENTÁRIOS

Nome:

Texto:

Máximo de caracteres permitidos 500/



Se houvesse controle dos assentados, 60% desses que brigam querendo terras, com certeza já possuíram e venderam. Vejam os assentamentos Roça do Povo, Projeto Maravilha e outros. Lá não tem nem 40% dos que receberam o título. Virou mercadoria. Tinha que ter controle e prender aqueles que venderam e os que roubam a madeira alheia.
Eunapolitano