Após ter sido acionado pelo Ministério Público, por improbidade administrativa, o investigador de polícia da Delegacia do Município de Guaratinga, Agrinalda Santos Silva, foi afastado provisoriamente do cargo, pelo Juiz Dr. Rodrigo Quadros. De acordo com a ação, o servidor público usou de seu cargo e da estrutura da delegacia para praticar atividade de coagir pessoa.
Segundo o Ministério Público, a decisão judicial que determinaram provisoriamente o afastamento do servidor da função pública, se deu, após a prisão de uma trabalhadora rural no dia 11 de janeiro deste ano, ela foi i mantida na delegacia por oito dias pelo policial, para pressionar o filho dela, suspeito de roubo de um celular, se apresentasse a polícia.
Na decisão, que é provisória e urgente, o juiz determinou o afastamento imediato de Agrinaldo do seu cargo. “O réu de acordo com a denúncia, violou os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições, à Policia Civil e ao Estado da Bahia, na medida em que desrespeitou a mesma lei que deveria defender, comprometendo a segurança pública”, declarou o juiz.
A delegada Valéria Fonseca, coordenadora da 23ª Coorpin de Polícia Civil do Interior, informou na tarde de segunda-feira (04/03), que não havia sido notificada da decisão judicial e que o policial ainda estava no exercício de sua função. “ Sabemos que ele estava sendo investigado, mas não fomos comunicados da decisão”, destacou a delegada. O policial ainda pode recorrer.