Com a autoestima abalada, após um diagnóstico positivo de um câncer de mama, uma moradora do bairro da Jaqueira, em Itabela, Adelina Pereira dos Santos de 64 anos, depara a gora com outro problema, há demora no atendimento pelo sistema de saúde da secretaria municipal do município.
Com o já diagnosticado câncer de mama, doença que faz mais de 10 mil vítimas fatais anuais, segundo dados do Ministério da Saúde, a dona de casa está cada dia mais abalada.
A dona de casa que mora com suas filhas em uma casa simples na rua do cedim, alega que desde que descobriu a doença vem tentando sem sucesso uma vaga para iniciar o tratamento.
“A atendente do hospital falou que tinha que ser marcado pela central de marcação do munícipio, já se passaram 6 messes e nada. Aqui nem os agentes de saúde tem passado, quando vou procurar mandam eu esperar aparecer a vaga, disse.
“Quando eu recebi o diagnóstico, chorei tudo que tinha que chorar e nunca me perguntei porque aquilo estava acontecendo comigo. O meu pensamento era: se aconteceu, vamos tratar” - mais estou tendo muita dificuldades em ter acesso ao tratamento.
De acordo com um profissional de saúde procurado pela reportagem do Site Giro e Noticias, quando mais for demorado o início do tratamento, fica mais complicada a cura do paciente. “Não é emergência, mas é uma questão que tem que ser tratada com responsabilidade. Alguns casos tem evolução lenta, mas outros evoluem rapidamente e podemos perder a chance de cura.”, afirmou.
No dia 22 de maio de 2013 entrou em vigor a ‘Lei 12.732/12, que estabelece prazo de 60 dias para início de tratamento de câncer pelo SUS. A partir desta data hospitais públicos e privados conveniados com o SUS estão obrigados a iniciar no prazo de dois meses o tratamento de pacientes com câncer depois de diagnosticado. Quem não cumprir o prazo pode sofrer sanções como, por exemplo, o corte de recursos públicos. Essa Lei busca a agilidade no atendimento para que possamos ter o objetivo que é a cura dos pacientes
Para ajudar estados e municípios a gerir os serviços oncológicos da rede pública, o ministro da Saúde, anunciou, a criação do Sistema de Informação do Câncer (Siscan). O software, disponibilizado gratuitamente para as secretarias de Saúde, vai reunir o histórico do paciente e do tratamento.
Na ocasião, o ministro alertou que estados e municípios que não implantarem o sistema terão suspensos os repasses feitos para atendimento oncológico. Com o objetivo de acompanhar o processo de implantação do Siscan e a execução de planos regionais de oncologia, uma comissão de monitoramento, de caráter permanente, visitará hospitais que atendem pelo SUS. O grupo vai avaliar as condições de funcionamento e a capacidade de oferecer atendimento oncológico com agilidade.