O Brasil dos desempregados já beira os 10 milhões de habitantes sem emprego. Por hora, 282 brasileiros passam a fazer parte desse contingente. A estimativa é de que, até o fim do ano, serão 12 milhões de pessoas que perderam o emprego no País.
Vai ser cada vez mais difícil não conhecer alguém que esteja desempregado. E, para quem já está sem emprego, a dificuldade será encontrar portas onde bater. “Isso é muito grave, porque com exceção da agricultura, não há mais nenhum setor livre do fantasma do desemprego”, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados. “E não se trata de uma crise conjuntural, com uma queda temporária. O problema é estrutural.”
A nova onda de retração no mercado de trabalho ficou evidente a partir do segundo semestre do ano passado, quando os setores de comércio e serviços – grandes empregadores de mão de obra – começaram a demitir com mais força. A piora se somou aos desligamentos na construção civil e na indústria, em crise há mais tempo.
Total de desempregados cresce 41,5% e atinge a meta mais alta do Governo Dilma. A taxa de desempregado de setembro a novembro de 2015 passou de 6,5% para 9%. Com isso, em cinco meses, o total de desocupados cresceu 41,5%, ao somar quase 3 milhões de pessoas a esse contingente, que já chega a 9,1 milhões de brasileiros desempregado.