BRASÍLIA-A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira (15) o empresário Benedito Rodrigues Oliveira Neto, conhecido como Bené, apontado como operador de campanhas do PT.
Ele foi detido em casa, pela manhã, em Brasília. Neste momento, está prestando depoimento na Superintendência da PF na capital federal.
A ação desta sexta fez parte da Operação Acrônimo, que teve início com a investigação de supostas ilegalidades cometidas pela campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.
O pedido de preventiva de Bené baseou-se numa suposta consultoria que ele prestou à montadora Caoa.
Um relatório da PF identificou indícios de que a empresa pagou propina a Bené, que é amigo de Pimentel, para obter benefícios fiscais junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), pasta que foi comandada pelo petista entre 2011 e 2014.
Mensagens telefônicas interceptadas pela PF indicam que Bené atuou como lobista da montadora. A investigação revela contatos do operador com o então ministro do MDIC, Mauro Borges, que chegou à Esplanada por indicação do governador mineiro, seu antecessor na pasta.
As informações constam no relatório da Operação Acrônimo, que apura, suspeitas de desvios de recursos para a campanha de Pimentel, em 2014, a suposta prática de tráfico de influência por parte do petista e também lavagem de dinheiro e corrupção. Bené chegou a ser preso na primeira etapa da operação, em maio do ano passado. Ele pagou fiança e foi liberado dias depois.
A operação é consequência da investigação que começou em outubro do ano passado, durante as eleições, com a apreensão do avião que acabara de pousar no aeroporto de Brasília vindo de Belo Horizonte.
Além de Bené, estava no avião Marcier Trombiere Moreira, ex-assessor do Ministério das Cidades -dominado pelo PP. Ele havia pedido licença do governo naquele ano para trabalhar na campanha de Pimentel, ex-ministro do governo Dilma Rousseff e eleito governador de Minas pelo PT.