Ciclovia inaugurada em janeiro desaba no Rio e pelo menos duas pessoas morrem

redação - 21/04/2016 - 20:33


Dois homens morreram na manhã desta quinta-feira com o desabamento de um trecho da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, inaugurada em janeiro, na zona sul do Rio de Janeiro, segundo o Corpo dos Bombeiros. A ciclovia, que é suspensa e corre junto ao mar, teve um pedaço de mais de 50 metros arrancado pela ressaca do mar de São Conrado.

Uma das vítimas foi identificada pelo cunhado. É Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 anos. O outro homem tem entre 40 e 50 anos, mas ainda não foi reconhecido. O Corpo de Bombeiros confirmou também que uma terceira pessoa está desaparecida. Militares de dois quartéis e dos grupamentos marítimo e aéreo participam das buscas.

A ciclovia custou R$ 45 milhões, tem 3,9 quilômetros, 2,5 metros de largura, vai do Leblon a São Conrado e foi inaugurada pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB-RJ) no dia 17 de janeiro, que usou um triciclo elétrico. Na ocasião, ele declarou que a obra tinha "um efeito de integração incrível, já que juntou o bairro do Leblon e São Conrado", e que tinha potencial para servir de trajeto para pessoas que utilizam bicicleta para ir trabalhar. "É a ciclovia mais bonita do mundo", disse, referindo-se à vista livre para o mar. O trecho inaugurado foi o da primeira fase do Complexo Cicloviário Tim Maia, que irá até a Barra da Tijuca.

Paes foi avisado do desabamento assim que desembarcou na Grécia, para a cerimônia de transporte da tocha olímpica, e decidiu retornar imediatamente ao Rio, como informa a coluna Radar. Em nota, Paes afirmou que "lamenta profundamente o acidente na ciclovia e se solidariza com as famílias das vítimas e com todos os cariocas neste momento". "É imperdoável o que aconteceu, já determinei a apuração imediata dos fatos e estou voltando para o Brasil para acompanhar de perto."

A Avenida Niemeyer foi interditada nos dois sentidos, informou o Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Os motoristas estão sendo orientados a seguir pela Autoestrada Lagoa-Barra. Técnicos da Prefeitura ainda vão avaliar se há risco de outros desabamentos na ciclovia.

Uma combinação de fatores levou ao desabamento de parte da ciclovia. Para o engenheiro da Coppe/UFRJ Moacyr Duarte, a direção e o tamanho das ondas (que chegavam a dois metros), um relevo chapado que não formava uma barreira e a existência de um muro embaixo da pista foram os motivos do acidente. A água chegava com força e era lançada com muita pressão para cima, atingindo o trecho que acabou caindo.

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