Cerca de 500 agentes comunitários de saúde e endemias da 8º Região no Sul da Bahia, realizaram nesta quarta-feira (18) em Eunápolis, uma caminhada em protesto contra as portarias nº 959 e 958/2016 do Ministério da Saúde que preveem a substituição desses profissionais por técnicos de enfermagem. Além disso, a categoria protesta pela ausência de reajuste salarial. Hoje é considerado o dia D de mobilização nacional dos agentes de saúde.
Os agentes se reuniram, a partir das 8h, na sede do sindicato e sairão em caminhada pelas principais ruas da cidade. De acordo com o presidente do SINDIACSCER (Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Combate a Endemias de Eunápolis, Tobias Albino, os ACS e ACE se mobilizaram nacionalmente em prol de restabelecer os seus direitos.
As informações repassadas pelo presidente do Sindicato, em contato com a redação do Site Giro e Noticias na manhã desta quinta-feira (19), uma comissão que representa os ACS e ACE irá se reunir com Ministro da Saúde no próximo dia 06/06/2016 para tratar do reajuste do piso salarial de ambas as categorias.
Ainda Segundo Tobias, as Portarias 958 e 959 / 2016 foram suspensas pelo ministro da saúde e deve sair no Diário oficial da União DOU de amanhã 19 de maio de 2016. Porém entende que as Portarias por enquanto estão suspensas, por tanto devem ficar atentos para pressionar o governo para revogar, isso deve acontecer durante as negociações com as categorias, ou contrário, mobilizar novamente.
"Nosso trabalho é essencial para o povo, porque somos nós que fazemos a saúde preventiva das pessoas, justamente para que elas não fiquem doentes. Diferente do técnico de enfermagem e médicos, que tratam dos enfermos e nas unidades de saúde", afirmou o presidente do sindicato dos agentes de saúde de Eunápolis, Tobias,
“É lamentável esta situação. Tanto tempo de trabalho recebendo R$ 1 .014 há dois anos, sem nenhuma garantia do governo e condição de trabalho. Um fardamento que deveria ser trocado todo ano, só dão um novo quando rasga. Muitos profissionais não tem a bota e estão indo trabalhar de tênis, que não é adequado”, lamentou.
O presidente da categoria revelou que em agentes das maiorias das cidades da Bahia participam do protesto.