
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que se reuniu nesta terça-feira (17) com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para reforçar o pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Flávio, o encontro foi “objetivo” e teve como foco apresentar novamente os argumentos da defesa, principalmente a preocupação com o estado de saúde de Bolsonaro. O ex-presidente está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, onde, de acordo com o senador, recebe atendimento adequado, mas ainda inspira cuidados.
“O ministro nos recebeu em uma conversa objetiva, onde pudemos reforçar a preocupação com a possível piora do estado de saúde dele, considerando o ambiente onde se encontra”, declarou Flávio.
Novo pedido da defesa
Também nesta terça-feira, a defesa de Jair Bolsonaro protocolou um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes solicitando a concessão de prisão domiciliar. Os advogados pedem a reconsideração de uma decisão anterior que negou o benefício.
De acordo com Flávio Bolsonaro, Moraes ouviu os argumentos apresentados, mas não estabeleceu prazo para decidir sobre o novo pedido. “Expusemos nossas razões e ele ficou de avaliar em momento oportuno”, afirmou.
Estado de saúde preocupa
O novo pedido ocorre poucos dias após Bolsonaro ser internado em um hospital privado de Brasília para tratar uma pneumonia bacteriana, decorrente de um episódio de broncoaspiração. Na última sexta-feira (13), ele passou mal e precisou de atendimento médico emergencial.
A defesa anexou ao processo um relatório médico atualizado, que aponta risco de novos episódios semelhantes. Segundo os advogados, apesar da estrutura de atendimento no local da prisão ser considerada adequada, o quadro clínico do ex-presidente é delicado e exige acompanhamento mais rigoroso.
Argumentos dos advogados
No documento, os defensores destacam que Bolsonaro apresenta histórico de problemas de saúde que exigem monitoramento constante, incluindo:
Pneumonias aspirativas recorrentes
Refluxo gastroesofágico persistente
Apneia obstrutiva do sono grave
Instabilidade postural
Uso contínuo de múltiplas medicações
Para a defesa, a permanência no atual ambiente de custódia representa risco progressivo à saúde do ex-presidente, principalmente pela ausência de vigilância médica contínua e possibilidade de resposta imediata a eventuais emergências.
Decisão ainda sem prazo
Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não definiu quando irá analisar o novo pedido. A expectativa da defesa é que a decisão leve em consideração o agravamento do estado de saúde de Bolsonaro e a necessidade de acompanhamento clínico frequente.
O caso segue em análise no Supremo Tribunal Federal.