Fazenda Tauá na Vila do Veleiro é invadida por grupo armado no município de Prado e tensão toma conta da região. Essa é a quinta invasão em menos de 15 dias na região.

Giro de Noticias - 22/02/2026 - 08:53


Propriedade localizada entre a Ponta do Corumbau e a Barra do Cahy, no interior do município de Prado, teve parte da sede ocupada na manhã deste sábado (21/02); Força Nacional de Segurança Pública acompanha a situação.

A Fazenda Tauá, considerada um refúgio paradisíaco no Sul da Bahia, situada entre a Ponta do Corumbau e a Barra do Cahy, no interior de Prado, foi invadida por um grupo de homens armados na manhã deste sábado (21/02).

Segundo moradores da região, a propriedade — que fica na Vila do Veleiro — teve parte da sede ocupada por indivíduos que chegaram tanto por terra quanto por mar. A ação provocou revolta entre residentes e também gerou tensão envolvendo uma comunidade indígena denominada Tauá, existente na localidade.

A fazenda pertence ao empresário Raimundo Saboia e se tornou, nos últimos anos, um dos empreendimentos de maior relevância na região, atraindo turistas e investidores. Entre os investimentos realizados está a construção de um aeroporto privado, que atende ao empreendimento e também a proprietários de comércios e fazendas vizinhas que residem em outros estados.

Moradores afirmam que a ocupação aumentou o clima de insegurança e gerou impactos diretos na economia local. Segundo relatos, a violência tem afastado turistas, provocado o fechamento de comércios e estimulado a saída de pequenos e médios produtores rurais. “Estamos vendo um paraíso de grandes investimentos e muito bem frequentado se transformar em um lugar deserto”, desabafou um morador.

Durante a invasão, moradores chegaram a se reunir com a intenção de expulsar os ocupantes, mas a mobilização foi contida com a chegada da Força Nacional de Segurança Pública, que atua na região desde 2025 por determinação do Governo Federal.

Ainda segundo informações repassadas por um morador, um grupo de aproximadamente cinco pessoas teria sido visto vindo da região de Coroa Vermelha em uma lancha, no momento em que ocorria a ocupação de uma das casas da propriedade. Há suspeitas, por parte da comunidade, de que o acesso marítimo possa ter facilitado a chegada de armamentos, já que a fazenda fica à beira-mar. As informações, no entanto, ainda não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades.

A tensão se estende para outras localidades do município de Prado, no litoral sul baiano, incluindo Cumuruxatiba, Corumbau e Barra do Cahy, onde moradores relatam preocupação com sucessivas ocupações consideradas desordenadas e, segundo eles, marcadas por episódios de violência.

Até o momento, não há informações oficiais sobre prisões ou feridos. O espaço permanece aberto para manifestação das autoridades competentes e das lideranças indígenas envolvidas.

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