
O indígena Welington Ribeiro de Oliveira, conhecido como cacique Suruí Pataxó, foi preso novamente na manhã desta terça-feira (17), na aldeia Barra Velha, localizada no município de Porto Seguro, onde reside.
De acordo com as primeiras informações, a prisão ocorreu dentro da residência do cacique e foi cumprida por força de um mandado judicial. Até o momento, a motivação da nova ordem de prisão não foi oficialmente divulgada pelas autoridades.
Suruí já havia sido detido anteriormente, em 7 de julho de 2025, durante uma ação da Força Nacional de Segurança Pública. Na ocasião, ele foi flagrado com um veículo contendo armas, além da presença de indígenas menores de idade. O cacique permaneceu preso por cerca de 70 dias, sendo liberado posteriormente por decisão da 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Seguro, em setembro de 2025.
A nova prisão ocorre em meio a uma grande ofensiva das forças de segurança na região. Nesta mesma terça-feira, foi deflagrada a Operação Sombras da Mata II, que tem como objetivo combater organizações suspeitas de envolvimento em crimes como invasões de terras, homicídios e porte ilegal de armas no extremo sul baiano.
Entre os detidos na operação está Gerdion Santos do Nascimento, conhecido como “Cacique Aruã”, que atua na coordenação regional da FUNAI no sul da Bahia. Outro alvo foi identificado como Caique Suruí.
A ação contou com a participação integrada da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, da Secretaria da Segurança Pública da Bahia e da própria Força Nacional.
Segundo as investigações, os alvos das operações são suspeitos de envolvimento em uma série de crimes, incluindo conflitos fundiários que vêm gerando episódios recentes de violência na região, marcados por confrontos entre produtores rurais e comunidades indígenas.
Paralelamente, também foi deflagrada a Operação Tekó Porã II, voltada ao enfrentamento de grupos armados envolvidos em ataques contra comunidades indígenas.
As forças de segurança seguem em diligência para o cumprimento de novos mandados judiciais, e a operação permanece em andamento. Outras prisões não estão descartadas e podem ocorrer a qualquer momento, conforme o avanço das investigações.
A reportagem teve acesso a áudios gravados por indígenas e a vídeos que mostram a residência do cacique Suruí completamente revirada. Um dos áudios informa que o “cacique Aruã” viajava com outro indígena, presidente da Federação de Nações Pataxó no extremo sul da Bahia, para Salvador quando, segundo o relato, foi interceptado por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.
Os demais ocupantes do veículo foram liberados, enquanto o cacique Aruã foi conduzido para Porto Seguro. Ele foi preso por um mandado de prisão segundo o indigna que viaja com ele.