Sem consenso, MEC cogitou reajuste de R$ 18 no piso dos professores, abaixo da inflação; crise pode mudar percentual

Giro de Noticias - 12/01/2026 - 12:30


Sem consenso entre estados, municípios e representantes dos professores, o Ministério da Educação (MEC) chegou a cogitar a oficialização de um reajuste de apenas 0,37% no piso salarial dos educadores para 2026, percentual bem abaixo da inflação. Atualmente, o piso nacional dos professores da educação básica, para jornada de 40 horas semanais, é de R$ 4.867,77.

O aumento de 0,37% corresponde a R$ 18,10. Com a inflação oficial (IPCA) acumulada em 2025 projetada em 4,4%, segundo o Banco Central, o reajuste não reporia sequer as perdas provocadas pela alta dos preços. O MEC tem até o dia 31 de janeiro para oficializar o novo valor.

De acordo com participantes das discussões, o modelo atual de cálculo do piso não oferece previsibilidade, o que provoca variações expressivas nos reajustes anuais. Em 2022, por exemplo, o piso teve aumento de 33,2%, enquanto no ano passado o reajuste foi de 6,7%.

Cabe ao governo federal apenas oficializar o percentual, que é calculado com base nos critérios estabelecidos pela legislação de 2008.

Diante da crise gerada pelo índice de 0,37% e da insatisfação da categoria, o ministro da Educação, Camilo Santana, se manifestou para tentar amenizar o impasse. Na noite de quinta-feira (8), ele utilizou as redes sociais para informar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve editar uma Medida Provisória (MP) com o objetivo de garantir que o reajuste do piso do magistério em 2026 fique acima da inflação.

O posicionamento ocorreu após cobranças de entidades sindicais que representam os trabalhadores da educação. “Nós não podemos admitir que a regra atual, com esse cálculo, resulte em apenas 0,37% de reposição para os professores. Isso é inadmissível. O professor precisa ser reconhecido e valorizado”, afirmou o ministro. No vídeo, Santana explicou que o tema foi tratado em reunião com o presidente, com a presença também dos ministros da Casa Civil e da Fazenda.

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