
Milhares de manifestantes foram às ruas neste domingo (1º/3) em diversas cidades do país durante o ato batizado de “Acorda Brasil”, convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira e pelo pastor Silas Malafaia. A mobilização reuniu lideranças políticas, parlamentares, governadores e apoiadores do campo conservador, em um movimento que ganhou forte repercussão nacional.
As manifestações ocorreram em capitais como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Goiânia, Fortaleza e Porto Alegre, além de cidades do interior. Em São Paulo, o principal ato foi realizado na Avenida Paulista, tradicional palco de grandes mobilizações políticas.
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O movimento teve como principais bandeiras:
Defesa de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro;
Críticas a decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal;
Pedido de impeachment de integrantes da Corte;
Defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Inicialmente, a convocação feita por Nikolas nas redes sociais trazia o slogan “Acorda Brasil – Fora Lula, Moraes e Toffoli”, o que gerou divergências dentro do próprio campo da direita. Parte das lideranças avaliou que o foco deveria ser a pauta da anistia. Após as críticas, o movimento foi reorganizado e passou a incluir oficialmente essa demanda.
O ato também ocorre em meio à repercussão das investigações envolvendo o Banco Master, que levaram o ministro Dias Toffoli a deixar a relatoria do caso após reunião entre os integrantes da Corte convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin. A Polícia Federal apontou menções ao ministro em mensagens extraídas de aparelhos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Esse cenário contribuiu para intensificar o discurso crítico ao Judiciário durante os atos.
Entre os nomes que participaram ou confirmaram presença na mobilização estão o senador Flávio Bolsonaro, os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além dos deputados federais Mário Frias e Marcos Feliciano.
A presença de lideranças com projeção nacional reforça o caráter político do ato e sinaliza movimentações antecipadas para o cenário eleitoral dos próximos anos.
O “Acorda Brasil” evidencia a reorganização da direita nas ruas e nas redes sociais, mantendo a mobilização ativa mesmo após o ciclo eleitoral. O ato reforça o ambiente de polarização política no país e amplia o debate sobre o papel do Judiciário, a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e o futuro do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Até o fechamento desta matéria, não havia registro de incidentes graves nas principais cidades onde ocorreram as manifestações.