PL defende jornada 4x3 e tenta transferir desgaste ao governo em debate sobre fim da escala 6x1. O PL quer também a redução para 40 horas semanais de imediato.

Giro de Noticias - 27/05/2026 - 16:46


O debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1 ganhou novos contornos políticos na Câmara dos Deputados. O Partido Liberal (PL) decidiu adotar uma estratégia para reduzir o desgaste eleitoral e, ao mesmo tempo, pressionar o governo federal: defender uma proposta ainda mais ampla de redução da jornada, com modelo 4x3 — quatro dias de trabalho para três de descanso — e corte imediato da carga semanal de 44 para 40 horas.

A movimentação ocorre em meio à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema. A base do governo, alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apoia um modelo mais gradual, com transição até 2027. Esse formato foi consolidado no parecer do deputado Leo Prates, resultado de articulação com o presidente da Câmara, Hugo Motta.

Pelo texto, a jornada seria reduzida inicialmente para 42 horas semanais, com duas folgas remuneradas, passando a 40 horas após um ano. A implementação começaria 60 dias após a promulgação da PEC.

Estratégia da oposição

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o partido apresentará requerimentos para tentar retirar o trecho que prevê a transição e priorizar a votação da proposta original da deputada Erika Hilton, que estabelece diretamente a jornada 4x3.

Segundo ele, a intenção é forçar o governo a se posicionar contra a redução imediata. “O PT vai ter que explicar para os trabalhadores por que é contra a redução da jornada imediata”, declarou.

Nos bastidores, a avaliação de lideranças do PL é que a antecipação das mudanças poderia gerar efeitos econômicos — como pressão inflacionária — ainda antes das eleições, reduzindo eventual ganho político do governo.

Divergências internas

Apesar da decisão de apoiar a PEC, o PL enfrentou divisões internas. O senador Flávio Bolsonaro defendeu mais tempo de descanso para os trabalhadores, mas sugeriu alternativas como pagamento por hora trabalhada.

Já o senador Rogério Marinho se posicionou contra a proposta, argumentando que a redução da jornada pode aumentar a informalidade, elevar custos e reduzir a competitividade do país.

Mesmo assim, a maioria da bancada optou por apoiar a PEC, pressionada pelo alto apoio popular à medida — pesquisas indicam cerca de 68% de aprovação.

Reação do governo

Aliados do governo consideram a estratégia da oposição uma manobra política. Para o deputado Rubens Pereira Júnior, a proposta do PL não deve prosperar. “É uma manobra política inócua. Não ganha a classe trabalhadora e ainda pode afastar parte da base liberal”, afirmou.

A expectativa do governo é barrar os requerimentos da oposição com apoio do centrão e manter o modelo de transição, considerado essencial para reduzir impactos econômicos sobre empresas e empregos.

Cenário em disputa

A votação será nominal e exige pelo menos 308 votos para aprovação, por se tratar de uma PEC. O resultado deve refletir não apenas divergências sobre o modelo de jornada de trabalho, mas também o embate político entre governo e oposição em um tema de forte apelo popular.

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O que esse partido do PL quer é somente tumultuar Eles nunca que vai fazer algo que venha beneficiar o trabalhador Temos que varrer esse partido da câmara e senado
DEUS PATRIA E FAMÍLIA O SLOGAN QUE ENGANOU MUITA GENTE