
Flávio Bolsonaro (PL) ganhou na quarta-feira (7) o aval oficial do Republicanos e o reforço de ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, que promete mobilizar a Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste, que é historicamente um reduto de Lula. Do outro lado, o presidente passou o dia ouvindo jovens parlamentares eleitos, que cobram uma campanha menos centrada na defesa do legado e mais voltada ao futuro. O movimento ocorre a 17 dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O Republicanos oficializou na quarta-feira (7) o apoio a Flávio, em anúncio do presidente do partido, Marcos Pereira, em Brasília. O acordo foi encaminhado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Apesar do apoio, Marcos Pereira, presidente da legenda, disse respeitar as particularidades locais da Paraíba e de Pernambuco, onde há alianças com o PT.
Na terça (6), a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou apoio. O Novo, de Romeu Zema, também oficializou a adesão. Já o ex-candidato Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-presidente Michel Temer (MDB) declararam voto em Flávio.
ACM Neto (União Brasil), que disputou o governo da Bahia, anunciou apoio na quarta e prometeu mobilizar seu grupo político. Nesta quarta-feira, o vice de Flávio, Alfredo Gaspar (PL), projetou mais de 1 milhão de votos a mais no estado e disse que o Nordeste será prioridade. "Isso vai fazer uma diferença muito grande na Bahia", afirmou. Lula teve 5,66 milhões de votos no estado no primeiro turno.
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Na quinta (8), os governadores do PL na Região Sul, Sergio Moro (PR), Jorginho Mello (SC) e Luciano Zucco (RS), se reúnem em Brasília para discutir estratégias de apoio a Flávio. Moro disse que os três estados juntos podem ajudar o país "a se livrar deste governo nefasto em Brasília". Em Minas, o governador eleito Cleitinho (Republicanos) afirmou que deve se encontrar com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) para unir a direita mineira em torno de Flávio, apesar das divergências na eleição estadual.
Já o candidato Lula aposta nos jovens eleitos e recalcula rota de campanha
Lula recebeu na quarta jovens parlamentares eleitos com forte presença nas redes, entre eles Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, Pedro Rousseff (PT-MG), de 26, e Jones Manoel (PSOL-PE), para discutir a comunicação do segundo turno. Segundo Jones Manoel, a campanha "precisa falar muito mais de futuro". Ele defendeu que o foco continue em mostrar o perigo que Flávio representaria para o país, mas sem se limitar à defesa do legado de Lula.
A 17 dias do segundo turno, candidato do PL reúne apoios de peso, mira a Bahia e promete virar votos em uma região historicamente favorável ao petista; Lula reage e busca renovar discurso
A disputa pela Presidência da República entra em uma nova fase, marcada por uma intensa corrida por alianças políticas e pela tentativa de conquistar eleitores em regiões consideradas estratégicas para o segundo turno.
Flávio Bolsonaro (PL) ampliou seu arco de alianças nesta quarta-feira (7) e passou a mirar com mais força o Nordeste, especialmente a Bahia, maior colégio eleitoral da região e tradicionalmente um dos principais redutos eleitorais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O movimento ganhou força com o apoio oficial do Republicanos e com a adesão de ACM Neto (União Brasil), ex-prefeito de Salvador e principal liderança de oposição ao grupo petista na Bahia. Derrotado na disputa pelo governo estadual, ACM Neto declarou apoio a Flávio e prometeu mobilizar sua estrutura política para ampliar a votação do candidato do PL no estado.
A estratégia representa uma tentativa de reduzir a vantagem historicamente construída por Lula na Bahia.
No primeiro turno, Lula recebeu 5,66 milhões de votos no estado, consolidando novamente sua força eleitoral no território baiano. Agora, a campanha de Flávio aposta na mobilização das lideranças de oposição para diminuir essa diferença.
Flávio mira mais de 1 milhão de votos adicionais na Bahia
O vice de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar (PL), afirmou que a campanha pretende conquistar mais de 1 milhão de votos adicionais na Bahia no segundo turno.
Segundo ele, o desempenho no estado poderá ter peso significativo no resultado nacional.
“Isso vai fazer uma diferença muito grande na Bahia”, afirmou.
A estratégia também coloca o Nordeste no centro das articulações do PL para o segundo turno.
Embora a região tenha sido majoritariamente favorável a Lula no primeiro turno, a campanha de Flávio tenta transformar o segundo turno em uma disputa mais competitiva, utilizando lideranças locais, prefeitos, parlamentares e grupos de oposição para ampliar sua votação.
Republicanos oficializa apoio a Flávio
O Republicanos oficializou nesta quarta-feira o apoio à candidatura de Flávio. O anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, em Brasília.
A articulação contou com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que trabalhou para aproximar o partido da campanha do candidato do PL.
Apesar do apoio nacional, Marcos Pereira destacou que existem particularidades políticas em alguns estados, especialmente Paraíba e Pernambuco, onde integrantes do partido mantêm alianças com o PT.
Na terça-feira (6), a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, também anunciou apoio a Flávio.
O Novo, do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, oficializou sua adesão, enquanto o ex-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-presidente Michel Temer (MDB) declararam voto no candidato do PL.
Direita tenta se reorganizar em Minas e no Sul
A movimentação não está restrita ao Nordeste.
Na quinta-feira (8), governadores e lideranças da direita devem intensificar as articulações em torno de Flávio Bolsonaro.
No Sul, Sergio Moro (PR), Jorginho Mello (SC) e Luciano Zucco (RS) se reúnem em Brasília para discutir estratégias de apoio.
Moro afirmou que os três estados podem contribuir para retirar o atual governo do poder, classificando a gestão federal como um “governo nefasto”.
Em Minas Gerais, o governador eleito Cleitinho (Republicanos) também anunciou articulações para fortalecer a candidatura de Flávio. A expectativa é de uma aproximação com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) para tentar unir diferentes setores da direita mineira, apesar das divergências existentes na política estadual.