Precariedade na regulação estadual deixa paciente há oito dias à espera de transferência para cirurgia em Guaratinga.

Giro de Noticias - 22/09/2026 - 07:06


GUARATINGA (BA) — A família de José Carlos Dias de Souza, de 34 anos, morador da comunidade Córrego do Ouro, na Fazenda Roseli, zona rural de Guaratinga, vive momentos de preocupação diante da demora para que ele seja transferido para uma unidade de saúde onde possa realizar uma cirurgia.

José Carlos está internado há cerca de oito dias no Hospital Joana Moura, em Guaratinga, após sofrer um acidente de moto que provocou uma fratura em um dos braços.

De acordo com os familiares, o paciente foi inserido no Sistema de Regulação do Estado da Bahia (SUREM), sob o código 5051154, mas, até o momento, a transferência ainda não teria sido realizada.

A demora preocupa a família, que afirma que o estado de saúde do paciente vem se tornando cada vez mais delicado. Diante da situação, os familiares procuraram a reportagem do Giro de Notícias para fazer um apelo às autoridades responsáveis pela regulação no Estado da Bahia, pedindo que a transferência seja realizada com a máxima urgência para que o paciente possa receber o tratamento necessário.

A reportagem conversou com José Carlos no hospital. Ele estava lúcido e consciente, porém bastante debilitado e com dificuldades para utilizar as mãos em razão das limitações provocadas pela fratura.

A família pede que o caso seja analisado com urgência e aguarda uma definição sobre a transferência para que o procedimento cirúrgico possa ser realizado.

A situação provoca indignação entre os familiares, que questionam quanto tempo um paciente precisa permanecer internado e aguardando até conseguir acesso ao tratamento necessário.

Para a família, a demora na regulação representa uma situação angustiante, principalmente quando o paciente permanece debilitado e com limitações físicas enquanto aguarda uma vaga em outra unidade.

O problema também reacende uma discussão recorrente entre pacientes e familiares: a dificuldade de conseguir uma transferência pelo sistema de regulação e a falta de informações claras sobre o tempo de espera e a previsão de atendimento.

Na prática, quando uma transferência demora, o paciente continua ocupando um leito de uma unidade que muitas vezes não dispõe da estrutura necessária para realizar o procedimento definitivo, enquanto a família permanece sem uma resposta concreta sobre quando o atendimento especializado será realizado.

No caso de José Carlos, a família decidiu procurar a imprensa para tornar pública a situação e pedir uma resposta das autoridades responsáveis pela regulação estadual.

A expectativa dos familiares é que o caso seja analisado com urgência e que o paciente seja transferido para uma unidade com condições de realizar a cirurgia necessária.

O caso levanta uma questão que merece atenção das autoridades de saúde: até quando pacientes em situação de vulnerabilidade terão que esperar por uma transferência para receber o tratamento de que necessitam?

O Giro de Notícias deixa espaço aberto para manifestação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e dos responsáveis pelo sistema de regulação sobre o caso específico e sobre os critérios e prazos adotados para as transferências.

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