Pastor da Assembléia de Deus de Eunápolis é acusado de ter cometido intolerância religiosa e nega tal ato.

Giro de Noticias - 16/02/2022 - 09:39


Um pastor da Igreja Assembleia de Deus, do bairro Juca Rosa, em Eunápolis,  no sul da Bahia, negou que tenha cometido intolerância religiosa junto com um grupo de evangélicos contra um terreiro de candomblé. O pastor, João Paulo Queiroz disse que o grupo apenas fazia orações na frente do espaço religioso de matriz africana.

Integrantes do terreiro de Candomblé Logun Edé, que existe há mais de 40 anos na cidade, denunciaram ataques em dois dias seguidos. Segundo os membros do terreiro, no domingo (14/02), um grupo chegou ao local com um carro de som e passou a fazer uma pregação baseada em ódio. Já na segunda-feira (15/02), um espaço, assentamento de exu, teria sido vilipendiado, caso que revoltou um filho de santo.

Procurado, o presidente das igrejas Assembleia de Deus, Antônio Cintra, declarou que não apóia a prática de intolerância religiosa. Após os ataques, membros do Logun Edé foram até a delegacia da cidade e registraram queixa.

O caso foi denunciado por um membro do terreiro Logun Edé, filho de santo Wilber Moreira, que relatou mais um ataque sofrido contra o espaço religioso. O ato ocorreu na noite de segunda-feira (14/02), um dia após o espaço, situado no bairro Juca Rosa, ser alvo de ataque.

Segundo Wilber Moreira, um grupo de pessoas, supostamente da Assembleia de Deus, foi até o local e destruiu o “assentamento de Exu”, local sagrado da religião de matriz africana. Moreira relatou com indignação o ocorrido:

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