Porto Seguro - O produtor rural Dativo Vendermas, de 83 anos, quer o socorro do Governo e da Polícia Federal para evitar o conflito entre índios e fazendeiros, que se alastram pelo interior do Município de Porto Seguro, no sul do Estado.
Des dias após as invasões das mais de 170 propriedades no interior de Porto Seguro, os fazendeiros e pequenos agricultores da região em conflito, não tiveram mais sossego, lamenta a idoso.
“A falta de uma sentença definitiva da Justiça Federal no julgamento da ação que contestamos a ocupação dessa área pelos indígenas, podem incentivar confrontos sangrentos”. Disse Dativo.
Em conversas reservadas, o senhor Dativo disse que, enquanto o impasse envolvendo estas terras não se resolver, todos ficam de mãos atadas, por não haver um parâmetro para as decisões. A preocupação do pequeno produtor com as ocupações promovidas por índios e com a lentidão na atuação da Polícia Federal no episódio que para ele ficou evidente em uma reunião logo nos primeiros dias da ocupação. Ele alega que a Polícia federal esteve uma vez no local, das fazendas e não retornou.
O produtor um homem religioso, fala que não quer guerra e sim a paz "Nossa ideia é buscar o diálogo, a pacificação. Não é com radicalismo, não é tentando apagar a fogueira com álcool que vamos resolver o problema”. Resumiu o produtor
No final da entrevista que o produtor concedeu ao reporte do Site Giro de Notícias, ele fez um desabafo. “Moro aqui destes 1965, tenho este pedaço de chão a mais e 40 anos, tenho todos os documentos, Títulos e a escritura das terras, aqui criei 14 filhos, aqui construí um sonho e hoje vejo se acabando sem poder fazer nada. Meu pedaço de chão onde serve de comida para as 15 cabeças de gado foi mecanizada pelos invasores para fazer plantio de mandioca, disseram que minhas criações serão soltas na rodovia na próxima segunda-feira. Querem que eu retire meus animais mais não tenho onde coloca-las, estou muito triste queria morrer antes de ver esta cena que mim deixou desacreditado de tudo. Estou impedido de entrar no lugar que construí com tanta luta. Peço socorro ao Governo para que tomem providencias, não nos abandone” finalizou.