Exemplo de como os compromissos assumidos por administradores públicos ficam localizados numa linha tênue entre o real e o imaginário, é o propalado estudo prometido pela Prefeitura para definir o destino de recursos de pelo menos cinco grandes obras intermináveis, mas os recursos desapareceram..jpg)
No segundo semestre do ano de 2007, o ex-prefeito Osvaldo Gomes Caribé (PMDB), anunciou que promoveria, junto com o Estado e a Federação, o inicio de cinco grandes obras, sendo duas Creches-Escolas, uma para o Bairro Ouro Verde e outra no Distrito de Monte Pascoal, uma academia de saúde, também no Bairro Ouro Verde, uma quadra poliesportiva no colégio Arquimedes e uma Creche Pró-infância no Bairro Pereirão; A construção de 45 casas populares do Programa Emergencial, através do Ministério da Integração Nacional, e mais 120 banheiros e sanitários do mesmo programa que não foram construídos. .jpg)
Pelo menos até o presente momento, a Prefeitura não pode avançar um milímetro nessa questão, aguardando de forma previsível uma decisão da Justiça Federal, já que pelos menos 80% dos recursos destas obras foram desviados. Seja como for, o fato é que as obras continuam no mesmo estágio e nem de longe parece uma questão que foi realmente colocada entre as prioridades do ex-gestor.
Literalmente, as construções não se encontram no mesmo estágio. Encontram-se desgastadas pelo tempo, deterioradas e entregues ao vandalismo. O que poderia ser um cartão de visitas às avessas, bem num dos principais corredores de acesso ao coração da cidade, a exemplo da academia de saúde na praça central do Bairro Ouro Verde, virou um amontoado de entulho.
Mais do que o retrato do descaso, o local abandonado se firma como aconchego para a bandidagem e virou um potencial foco de proliferação de doenças, sem contar o perigo que a prudência recomenda não descartar: as condições estruturais de uma edificação abandonada ano após ano e o gestor responsável sem punição.
Lamentavelmente, esse é apenas mais um, entre os inúmeros exemplos de como funciona, ou não funciona, o andamento de projetos no setor público. Anuncia-se, sem a preocupação com prazos e metas, tendo como único objetivo transmitir ao cidadão a falsa sensação de que o governo tem ideias e trabalha – não importa se produzirá resultado prático, contanto que produza efeitos ilusórios e, talvez, benefícios eleitorais. Trata-se de uma conduta arriscada, porque a memória da população não é tão curta quanto imaginam ocupantes de cargos públicos acostumados à cultura do improviso e das palavras jogadas ao vento.
O caso dessas obras é o modelo é emblemático e contribui para representar o que há de pior em matéria de administração pública municipal. Vergonhosa prova concreta de desperdício de dinheiro público, ironicamente visível, a atitude do ex-prefeito, que representa também a inércia de um governo incapaz de harmonizar seus departamentos.
Nestes projetos citados, as duas creches-escolas, nem os terrenos foram comprados, mais foi sacado da conta do convênio, um valor de R$ 588.000,00. (quintetos e oitenta e oito mil reais).
Passando-se, um ano e quatro meses, o ex-prefeito e secretários, fingindo de que não se lembra da horrorosa admiração, estão querendo voltar ao cenário politico. O ex-gestor que esta com suas contas do exercício de 2012, reprovadas pelo Tribunal de Costa dos municípios da Bahia, (TCM), tenta com todas as garras, conseguir a aprovação na câmara municipal.
Outra imagem inesquecível da gestão Caribé, é a manifestação dos servidores que ficaram sem receber seus vencimentos integrais dos meses de novembro, dezembro e décimo terceiro salário. Essa insensibilidade do ex-gestor deixou muitos pais de família sem poder honrar seus compromissos de fim de ano, situação que criou um clima de tristeza e frustação junto ao funcionalismo e provocou perdas no comércio que sofreu com redução de vendas.
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Por fim, a gestão caribé, encerrou com a danificação de computadores, equipamentos públicos, extravios de documentos e dívidas deixadas junto COELBA e EMBASA, que juntas somavam quase um milhão de reais.