Subiu para 19 o número de presos nesta terça-feira (13) envolvidos em esquemas de desvio de verbas em prefeituras de municípios baianos, investigados na "Operação 13 de Maio" comandada pela Polícia Federal. O montante de dinheiro desviado chega a R$ 70 milhões e 29 mandados de prisão foram emitidos.
Do total dos mandados de prisão emitidos, dois são para prefeitos, quatro ex-prefeitos, quatro vereadores, seis secretários ou ex-secretários, além de diversos servidores públicos. Até o início da tarde, tinham sido emitidos 90 laudos periciais. Entre as pessoas que já foram presas nesta terça estão o ex-prefeito do município de Fátima, Osvaldo Ribeiro de Nascimento, o Secretário de Finanças e filho do prefeito, José Roberto, além do Secretário de Educação Sidinei Andrade.
De acordo com o delegado José Nogueira, responsável pelo caso, os envolvidos nas fraudes desviavam verba federal do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) ou verbas estaduais e municipais - as fraudes eram cometidas por meio da contratação de empresas de fachada para eventos; contratação de empresas para obras públicas, a exemplo da construção de escolas; além de haver desvio de dinheiro do Ministério da Saúde para compra de remédios, e verba municipal desviada também do transporte escolar.
Uma das empresas investigadas é a União Brasil Transporte, que está em nome de dois ex-assessores do deputado Luiz Argôlo, da Solidariedade da Bahia, segundo o Jornal Nacional. Luiz Argôlo e a empresa já foram citados em outra investigação da Polícia Federal, a Lava Jato, que prendeu o doleiro Alberto Youssef. A assessoria do deputado disse que ele não tem qualquer relação com a empresa investigada na operação e que desconhece as atividades dos ex-assessores.
Os primeiros indícios que renderam dois anos de investigações foram encontrados no município de Fátima, localizado a 342 km de Salvador. De acordo com a PF, os prefeitos das cidades de Sítio do Quinto, Clegivaldo Santa Rosa, e de Fátima, José Idelfonso Borges dos Santos também se encontram entre os envolvidos. Eles tinham até a noite de terça-feira para se apresentarem à sede da Polícia Federal em Feira de Santana, na Bahia. Como isso não ocorreu eles tiveram os pedidos de prisão preventiva decretada.
Os envolvidos vão responder por mal uso de dinheiro público, lavagem de dinheiro, e contra lei de licitação. Ao todo 12 envolvidos já foram levados para o presídio regional de Feira de Santana.