O gerente, que administra a fazenda, conta que ele o vaqueiro baleado, que não quis seguiam pela estrada de acesso à propriedade, quando foram surpreendidos pela presença de alguns homens, que dispararam tiros na direção dele e da vitima e fugiram, sem deixar rastro..jpg)
Os agricultores apontam que o crime foi cometido por pessoas ligadas as aldeias indígena; o gerente da fazenda cujas terras foram ocupadas pela população indígena, disse está sofrendo ameaças. De acordo com ele, o homem foi baleado por volta das 21h e socorrido por outros trabalhadores da fazenda e levado para o Hospital de Base, na cidade vizinha de Itamaraju.
Segundo alguns donos das propriedades, as áreas ocupadas pelos índios, são produtivas e estão em poder deles há mais de 30 anos. Hoje vivem nesta região mais de 170 famílias, que acabaram de ser expulsas de suas terras e que estão aguardando uma decisão da justiça, para tomar uma decisão.
Os índios, informam que os vaqueiros que permanecem nas propriedades estão à espera da retirada do gado pelos fazendeiros. Segundo eles, não há ameaça contra a vida dos trabalhadores e nem uso de armas pesadas, apenas aquelas que fazem parte da cultura de caça e defesa pessoal dos índios, como lança arco, flecha ou tacape..jpg)
Os índios alegam ainda que a decisão de entrar nas fazendas não é a lentidão no julgamento da Justiça, justificam que o povo da comunidade indígena cresceu e as áreas que eles ocupavam não tinham condições de acolher a todos. Outro problema grave é que, em muitas áreas que a Funai indenizou, os fazendeiros, muitas vezes, fecharam o acesso, e os índios não têm mobilidade para usufruir dos territórios que consideram retomados.