
O médico e ex-prefeito de Itamaraju, Marcelo Angênica, foi desligado do Hospital Municipal de Itamaraju após cerca de 60 dias de atuação como cirurgião. A dispensa, que segundo relatos também incluiu a orientação para que ele não frequente a unidade, provocou comentários entre servidores, pacientes e lideranças locais.
De acordo com relatos de bastidores, a decisão teria partido do prefeito Jorge Almeida, o que ampliou a repercussão do caso no meio político. Procurada, a gestão municipal não se manifestou até o fechamento desta matéria.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que o desligamento teria ocorrido após o pedido de exoneração do então diretor clínico, Christiano Barreto. Ainda segundo esses relatos, Angênica aguardava a formalização de contrato e não teria recebido remuneração pelo período trabalhado — informação que não foi oficialmente confirmada.
O episódio reacendeu especulações sobre um possível distanciamento entre o ex-prefeito e a atual administração. Nos bastidores, comenta-se sobre um racha político e sobre a perda de espaço de aliados do ex-gestor na estrutura municipal.
Com o desgaste, surgem também rumores de que Angênica poderia rever seu posicionamento nas próximas eleições municipais. Aliados não descartam a possibilidade de apoio a outros grupos políticos, embora não haja anúncio oficial nesse sentido.
A reportagem tentou contato com Marcelo Angênica e com a Prefeitura de Itamaraju, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.